sábado, 28 de junho de 2008

Bem...hora de partir novamente!!!!
Vou sentir a tua falta....vou sentir a vossa falta!!!

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Cartas de Amor


Depois de ver o filme "Sexo e a Cidade" algo não mais saiu do meu pensamento...


Uma carta de amor de Beethoven.


Tão linda, que decidi procura-la e encontrei-a traduzida.


Então fica aqui transcrita:
“7 de Julho


Bom dia!

Todavia, na cama se multiplicam os meus pensamentos em ti, minha amada imortal; tão alegres como tristes, esperando ver se o destino quer ouvir-nos.

Viver sozinho é-me possível, ou inteiramente contigo, ou completamente sem ti.

Quero ir bem longe até que possa voar para os teus braços e sentir-me num lugar que seja só nosso, podendo enviar a minha alma ao reino dos espíritos envolta contigo.

Tu concordarás comigo, tanto mais que conheces a minha fidelidade, e que nunca nenhuma outra possuirá meu coração; nunca, nunca… Oh, Deus! Por que viver separados, quando se ama assim?
Minha vida, o mesmo aqui que em Viena: sentindo-me só, angustiado.

Tu, amor, tens-me feito ao mesmo tempo o ser mais feliz e o mais infeliz. Há muito tempo que preciso de uma certeza na minha vida. Não seria uma definição quanto ao nosso relacionamento?… Anjo, acabo de saber que o correio sai todos os dias. E isso me faz pensar que tu receberás a carta em seguida.
Fica tranquila. Contemplando com confiança a nossa vida alcançaremos o nosso objectivo de vivermos juntos.

Fica tranquila, queiras-me. Hoje e sempre, quanta ansiedade e quantas lágrimas pensando em ti… em ti… em ti, minha vida… meu tudo! Adeus… queiras-me sempre! Não duvides jamais do fiel coração de teu enamorado Ludwig.
Eternamente teu, eternamente minha, eternamente nossos.”

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Serei crescida??



«[…] Eu sei que não sou crescida. Que nunca me hei-de vestir como uma senhora, pôr laca no cabelo, deixar de usar ténis e ver filmes infantis. Quando vejo uma poça de água na rua apetece-me logo saltar lá para dentro, bebo Ovomaltine numa caneca com cabeças de Mickeys e falo com o cão como se ele fosse uma pessoa atenta e paciente. Não sou crescida quando perco mais de uma hora às voltas para encontrar o presente ideal para o meu amor, quando compro resmas de envelopes de correio azul e escrevo às minhas amigas a dizer porque é que gosto delas, ou me sento numa esplanada a devorar com um prazer voluptuoso e indizível um gelado. […] Eu sei que não sou crescida, nem nunca o serei, enquanto me arrepiar com uma música cujos acordes descubro pela primeira vez, enquanto a voz de alguém me fizer tremer, enquanto derramar com excessiva facilidade meia dúzia de lágrimas numa comédia americana de água com açúcar. Enquanto olhar para aqueles que me rodeiam e vir pessoas iluminadas, ou me enroscar no ombro da minha mãe quando a exaustão me mata a vontade de sonhar, enquanto reler vezes sem conta ‘O Principezinho’, enquanto dormir com a almofada dobrada e chapinhar os pés à beira-mar. Posso já não construir castelos na areia nem esperar à janela pelo meu Príncipe Encantado, mas ainda outro dia uma fada me segredou que ele anda por aí, a jogar à bola num quintal qualquer, perdido entre sonhos, palavras e livros como eu, com o coração fechado para o mundo e aberto para a vida.»


«Castelos na areia», Margarida Rebelo Pinto